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A Quinta do Bill: "Criamos pontes entre a diversidade musical e as nossas culturas"

A Quinta do Bill: "Criamos pontes entre a diversidade musical e as nossas culturas"

A Quinta do Bill atuará nesta noite no Teatro Principal de Santiago de Compostela na gala aRi[t]mar da Escola Oficial de Idiomas, ao resultar a banda ganhadora de Portugal na edição 2017 com a canção "Faz bem falar de amor". "Temos muito em comum com a Galiza, vai ser um prazer partilhar a nossa música com os amigos galegos", afirma Carlos Moisés (Moçambique, 1962) nesta entrevista. Recomenda “muito trabalho, paixão, tolerância e visão” a artistas que estão a começar a sua trajetória.


-Após trinta anos nos cenários, catorze discos publicados e milhares de fans que seguem Quinta do Bill, o que oferecerão neste concerto no Teatro Principal de Santiago de Compostela?

 

-Para além da canção vencedora Faz bem falar de amor, iremos tocar alguns dos temas que marcam o universo musical da Quinta do Bill, que se caracteriza pela diversidade de estilos e formas musicais, como o folk, o rock, o pop e a designada “música do mundo”.

 

-Valorizam como um reconhecimento ao seu trabalho ganhar este concurso da Escola Oficial de Idiomas com um júri popular?

 

-Para nós, é uma honra, um grande privilégio receber esta distinção. Sentimos um carinho especial pela Galiza, pela suas gentes, cultura e música em particular. Temos muito em comum - vai ser um prazer partilhar a nossa música com os amigos galegos.

 

-Contribuirá isto para uma aproximação mais forte da música tradicional e rock portuguesa da galega, ao compartilhar Portugal e a Galiza uma origem comum?

 

-Sim, claro. Assim o esperamos. Para nós, é muito importante e positivo esta criação de pontes entre a diversidade musical e as nossas culturas, que são bastante próximas.

 

-Qual é a chave para seguir, ano após ano, a engrandecer o projeto da Quinta do Bill?

 

-A chave reside na grande paixão pela música no seu todo, na possibilidade de partilharmos com os outros os nossos gostos, preocupações e sonhos.

 

-Definem o seu como um projecto nacional ligado à cidade de Tomar. Têm as suas letras uma componente reivindicativa de amor pelo país, também no plano ambiental, cultural e social. Servem as suas letras para transmitir essa mensagem de orgulho de identidade com o país?

 

-Sim, é muito importante preservarmos a nossa identidade, os nossos costumes, a nossa cultura, língua, as nossas raízes, a nossa memória colectiva, mas sempre com um olhar no futuro, procurando novos rumos. E para isso é muito importante a partilha.

 

-José Luis Peixoto, Sebastião Antunes e João Afonso, entre outros, são colaboradores da Quinta do Bill. É positiva a simbiose no plano artístico? Colaborarão com artistas da Galiza?

 

-Trabalhamos com escritores de canções com diferentes sensibilidades e com os quais nos identificamos. Para nós, seria (ou quem saiba, será) uma experiência muito enriquecedora poder fazê-lo também com criadores galegos.

 

-O que lhe podem recomendar a artistas que estão a começar a sua trajetória?

 

-Muito trabalho, paixão, tolerância e visão.

 

 



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