As comissões de festas: células de poder popular

Na agora reeditada Autobiografía dun labrego , Manuel de Roxo (1919-2009), vizinho de Castrofeito, freguesia do concelho do Pino, contaba ao antropólogo X. R. Mariño Ferro : “Na parroquia tamén temos o “concello”. Ao “concello” ten que asistir unha...

O cárcere como “scholé” dos movimentos revolucionários

    “Sairá do cárcere melhor ainda do que entrou nela. Ali descansa-se, estuda-se o que nós nom temos tempo de fazer quando nos achamos em liberdade.  Eu estivem três meses preso, e cada um dos meus encerros, embora com grande ...

Os “materiais preciosos” de uma geração de mulheres

Em pleno estado de choque pola ofensiva neoliberal, a equipa de Pierre Bourdieu intentou conjurar a sua perplexidade com um monumental livro coral de entrevistas às vítimas dessa brutal rutura do pacto bem-estarista de após-guerra. La misère du monde , aliás, aparecia...

O projeto gramsciano de Manuel Fraga

O enterro de Manuel Fraga Iribarne, perfeitamente cenografiado, foi o encerramento perfeito a um projeto político: a construção autonómica da Galiza, que rematou encarnando-se na pessoa do próprio líder. O cadeleito saiu da igreja coberto com a bandeira galega (as...

Pierre Clasters na comarca

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O espaço do discurso

  para Ernesto Vázquez Souza “O poder externo que priva o homem da liberdade de comunicar os seus pensamentos públicamente priva-o ao mesmo tempo da liberdade de pensar” . E. Kant   Quando Malcolm X acompanhou o jornalista M. S. Handle...

A liderança entranhável de Mika Etchebéhère

“ -(…) De todo se habrá visto. Una mujer manda la compañía y los milicianos le levan los calcetines.  ¡Para revolución, ya es una grande! -Como bien dices, es una revolución. ¿La prueba? Que me habéis elegido...

Memórias dum libertário de Moanha

Luis Pérez Álvarez, Nacidas, marinheiro de Moanha, vai escrever as suas memórias em 1983, quando parecia que já não ia voltar o fascismo, mas tampouco o reconhecimento aos que o combateram. Ciente de que pairava a ameaça da amnésia, Nacidas vorca no papel os recordos...

Etnografias da democracia paroquial

Para Pedro García Olivo, a existência de uma matéria escolar chamada “educação para a democracia” evidencia “a triste circunstância de que o nosso modelo político, indireto e representativo, não educa por si mesmo,...

Tinta de limão (Outubro).

Xosé Ramón Mariño Ferro tem sinalado, sobretudo através do cancioneiro popular

Tinta de limão (Abril)

Os desenhos geométricos dos petroglifos estimularom interpretações tão formosas quanto indemostráveis. Por exemplo a de Bouza Brey, quem via nos círculos concéntricos de pedra uma imagen da chuva.

“Aqui mandam elas”. Matrilinialidade, sexo e poder

Havia um rei que, antes de casar, quijo assegurar-se de que no seu reino fossem os homens os chefes da casa. Primeiro consultou com um criado, quem reconheceu que na sua casa governava a mulher, “como em todas as casas”. 

A conspiração dos corpos críticos

Em abril de 1939 o alcalde de Foz redige uma carta para o Governador civil de Lugo, dando conta da sua negativa a autorizar um baile na paróquia de São Martinho: “(…).

Lembrança galega de E. P. Thompson

Após uma parêntese para liderar junto com Bertrand Russell o movimiento antinuclear, o historiador marxista E. P. Thompson voltava à luta teórica com a publicação do Costumes em comum (1). Na mesma introdução Thompson já alertava da iminência duma crise sistémica acompanhada do desastre ecológico: “O artífice desta catástrofe –denunciava- será o homem económico, já seja sob a forma do capitalista clásico avariçoso ou sob a do homem económico da tradição marxista”. 

Periko -Solabarria, Igreja a pé de obra

Dous anos no mosteiro de clausura de Topas dam para muita soidade. Também para muito aprender, quando a companhia é boa e as conversas enriquecedoras. Com um companheiro basco, assinante da Herria 2000 Eliza, soubem de Balentxi, crego da zona velha de Donosti, ativista incansável e pioneiro com Txus Congil na luita pola prevençom e tratamento dos problemas da drogodependência, às vezes contra a incompreensom dos seus próprios companheiros. 

Os "Cow-boys" da Galiza selvagem

Os costumes ganadeiros e pastoris da Galiza tradicional revelam a importância que tivo o comunal e a democracia paroquial. Inseparáveis dos montes e pastos comunais, as cabanas ganadeiras –de gado miúdo os vacuno e cavalar- nom só constituiam um dos principais recursos económicos da aldeia ou paróquia, senom que também expressavam a sua identidade: poucas imagens representavam melhor a uniom comunitária do que o símbolo vivo da vezeira caminho do monte.

Espaços para a cultura dissidente

Na sua correpondência carcerária, Antonio Gramsci reflectia sobre a impossibilidade de criar e manter umha moral revolucionária sem dotá-la de bases materiais.

A noção de impureza sexual en Frades

Perante os tabus eclesiásticos e os rituais patriarcais, as mulheres de Frades também desenvolveram uns saberes que lhes permitiam certa autonomia sobre o seu corpo.

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