Fazer sofrer aos que consideram inferiores, semelha uma práctica tao estendida no mundo e no tempo que isto dá mostras dum carcinoma difícil, impossível de extirpar.

Fazer sofrer aos que consideram inferiores, semelha uma práctica tao estendida no mundo e no tempo que isto dá mostras dum carcinoma difícil, impossível de extirpar.

Para ser o arquétipo do poder, não duvidam em apertar-lhes a gorja a todos os seres que têm a desgraça de povoar o planeta junto a eles. São os depredadores mais cruéis que habilitaram e habilitam a terra. Implantam leis que favorecem o extermínio, intensificam a persecução e derribo das espécies que os circundam. No ecossistema só podem existir eles, pretendem fazer-se donos da vida e a morte. As extensões das feridas que infringem, superam a mais maquiavélica das ficções. Os monstros acedem à vida acutilando-a, derrubando-a...E tu, espertas neste cenário lúgubre com a sensação de ter as mãos atadas, bate-che a labaçada duma nova violação dos direitos humanitários e a impotência fende-che uma daga no coração. A impossibilidade de mudar as coisas é uma espantosa lousa que te soterra. Incompreensivelmente a violência segue a ser considerada uma “Festa Nacional” “Cultura”...

"Parece que o maltrato converteu-se na única linguagem que nos intercomunica. A agressão nas suas diversas verticidades peleja por adentrar-se e instalar-se definitivamente no ADN".

O ser humano evolui muito rápido na tecnologia, mas segue a estar enclaustrado no seu estado mais primitivo em quanto à sua humanidade e emerge imperturbável, parapeitado no interior duma armadura de ferro, como um omnipotente senhor das sentenças.

Por tanto, há uma desumanização tão atroz que de continuar assim, é possível que nos precipitemos inevitavelmente à total destruição. Pois nada mudou, continuamos a viver a cena terrível da indiscriminada matança, a satírica dança da embebição do sangue esparegido na areia. Parece que o maltrato converteu-se na única linguagem que nos intercomunica. A agressão nas suas diversas verticidades peleja por adentrar-se e instalar-se definitivamente no ADN.

Existe um massacre detrás de cada porta que se pecha. A resistência afigura ser uma necessidade “in extremis” baixo a opressão do adictício da maldade.

 

 

 

 



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