NÃO. ACUSAR. Na proximidade do Dia da Patria não devemos laiarnos da desfeita que com esta nosa patria, com o povo galego, com o nosso presente e o futuro dos nossos filhos fai um governo que se chama a si mesmo galego e que só aparenta ser um remedo, desfigurado, do que significaria uma solução de emergencia para sair do paso, mas que em realidade é um duro chicote para toda Galiza, submiso e sometido aos intereses económicos das grandes empresas depredadoras que pretenden liquidar toda a riqueza de este país e mais do centralismo exacerbado que trata por todos os medios de domenhar e borrar a pessoalidade e a dignidade de uma nação que vem sofrindo humilhações desde o reinado dos xenofobos e racistas monarcas chamados Reis Católicos (alá os católicos).

 

Devemos acusar pública e reiteradamente, e eu pessoalmente acuso, aos governos do PP que “conquistarom” Galiza de ser culpaveis do deterioro e empobrecimento sufrido durante os anos da chamada Democracia (anteriormente a culpabilidade recaiu sobre os ancestros do PP) polo nosso país, consequencia de políticas inconvenientes ou prejudiciais. De ser responsaveis da desgaleguização da sociedade, responsaveis do despovoamento do rural. Do éxodo masivo da nossa juventude. Do roubo dos nossos recursos naturais; da total indiferença na conservação e proteção da natureza; da aprovação de empreendimentos prejudiciães para a fauna e floresta; de displicencia ou interese expureo nas perdas no naval, na pesca, no leite, nas patacas,... até nos trapicheos com o vento e as eólicas; da desastrosa política forestal com sumissão aos intereses de empresas deforestadoras e plantação de especies invasoras; de entregar a sociedades e empresarios alheios ao país os aproveitamentos que deveriam reverter no povo galego; de aceptar industrias contaminantes; da precariedade e inseguridade laboral; de expoliar nossos recursos financieros; de contribuir na desfeita das Caixas de Aforros e no saqueo ao povo galego de toda a riqueza acumulada com seus aforros; de privar-nos da possibilidade de desenrolar nossa vida social e económica no país; da massificação e privatização no ensino e na sanidade; de impedir nossa educação galega e em galego; de dificultar-nos o uso normal do nosso idioma; do ninguneo e falta de peso na política do estado e na relação com outros povos; e mais que ainda poderiamos acrescentar em qualquera eido da economia, da sociedade, da vida familiar (e até da morte), da cultura, da formação educativa...

 

Não há nada, senhores do governo e das elites do PP de que podam gabarse; de ter enganados a tantos votantes que, por ignorantes ou alelados, propiciam com seu votos estes governos e esta política de entreguismo, submissão e de despersonalização de uma nação que foi respeitada e que tem potencialidade como para emerger no concerto mundial; só as manobras desleais nos trouxerom a esta situação de postração e desidia. 

 

Não há nada, senhores do governo e das elites do PP de que podam gabarse

 

Acusar para desmascarar e envergonhar.

 

E o seguinte paso, ACTUAR, porque som tão lasos, tenhem a pelica tão dura, que nem se vam dar por aludidos. Por isso é preciso informar e influir em todas as capas da sociedade para concienzalas de que é imprescindível outra política e outros políticos, não dependentes de intereses alheios, para lograr o aproveitamento das nossas possibilidades em nosso beneficio, para poder autogovernarnos. E aí temos o problema, a falta de soberania e a dependencia e sumissão a intereses foráneos.

 

As necessidades primarias nunca se veráo cobertas nem alcanzaremos o estado do benestar se antes não somos capaces de utilizar a imprescindível ferramenta da soberania.

 

Quinta do Limoeiro, julho de 2.017