Sou profundamente demócrata e defensor dos direitos humanos, não gosto de dictaduras de esquerdas e muito menos de direitas, mas do mesmo jeito que não existem verdades absolutas tampouco as circunstancias de cada pais podem excluirse da analise política. Nengum país vive a escasas milhas marítimas do Imperio que trata de sometelo, um pequeno país que defende sua soberania política e cultural, sua dignidade mentras soporta um desmesurado e cruel embargo e o embate continuo para subverter a forma de governo; nestas circunstancias  falar de democracia podería ser incluso imprudente; o Imperio foi quem de derrocar as democracias americanas para convertelas em dictaduras de direitas (Argentina, Chile,  etc) e agora muda de estrategia mas para obter o mesmo resultado, o sometimento da América do Centro e Sul, tanto política como da qualidade de vida e liberdades públicas de sus nacionais, mas demoniza as ditaduras que não se lhe sometem.

Não podo negar minha simpatía por Fidel Castro e pola revolução cubana. Polo seu trabalho em educação, sanidade e independência nacional. Polo seu valor para enfrontarse ao Imperio.

Estivem em Cuba em setembro do ano 1.987, como membro de uma delegação do Colegio de Advogados de Vigo para assistir, em calidade de relator (outorgouse-me o correspondente certificado como "ponente"), á "VIII Conferencia de la Asociación Americana de Juristas", com outras delegações de juristas de Catalunya, Euskadi e Espanha, alem das de todas as nações da América Latina, do Canadá, incluso uma delegação rebelde dos EUA, e outras partes do mundo; o Congreso decorreu durantes tres dias no Pâlacio de las Conveciones de La Habana. A ponencia que eu apresentava era "O direito de Galiza ao autogoverno e a independência", redigida em espanhol e galego-portugués ou galego reintegrado, e da que, com ajuda dos colegas Gustavo Garcia e sua esposa Bibiana, tiramos fotocopias para repartir entre os asistentes. A ponencia foi defendida e posteriormente aprovada no Plenario.

No encerramento da Conferencia assistiu o Comandante. O Paraninfo estava ateigado de congresistas e familiares ou amigos que nos acompanhavam. O Comandante, depois da saudarnos, foi analisando os diversos pontos mais relevantes das Conclussões num longo e interesantisimo discurso que mantivo a atenção da concorrencia num absoluto silêncio, até o ponto de que, rematada sua intervenção e quando regreseva a seu sitial, retrocedeu de novo, como para continuar o discurso, sem que houvera nem um rumor de cansancio no auditorio, o retrocesso era só para agradecer a presência do grupo de juristas de EUA.

Convidounos, a galegos, catalans, vascos e espanhois, para a noite a um coctel no Palacio de la Revolución. Foi uma velada realmente inesquecivel, departindo em total camaraderia com o Comandante que respondeu a nossas perguntas e contou alguma anedota. ainda que não entramos em política. Anedota curiosa de aquele serão foi que num determinado momento minha mulher, Maribel Collazo, que me acompanhava, estando de espaldas Fidel Castro, dixolhe "Comandante, soy gallega", ao que o Comandante. volvédose, contestou "donde está la galleguita?", dirigindo-se a ela, dandoñhe um abraço; e seguidamente manifestou, lembrando o da minha ponencia, "los gallegos me teneis acojonado".

Eu atopei um Fidel Castro humano, inteligente, ocorrente e com sentido do humor. E um povo alegre, pese a sufrir os rigores e carencias derivados do embargo, mais brutal se temos em conta que todas as importações vinham de EUA, ficando sem pezas de recambio para todo tipo de elementos.

Meus respetos, Comandante.

Quinta do Limoeiro, novembro de 2.016.