A ENTIDADE TAMBÉM RECEBE DISTINÇÃO NA GALIZA.

Bienal de Cerveira recebe prémio Melhor Museu do Ano

Bienal de Cerveira recebe prémio Melhor Museu do Ano
Imagem: web da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira
Imagem: web da Câmara Municipal de Vila Nova de Cerveira  

A Fundação Bienal de Arte de Cerveira é um instrumento para a criação de condições adequadas à profissionalização e consolidação deste projeto cultural e criativo conhecido como Bienal Internacional de Arte de Cerveira, dedicada à arte contemporânea, sendo a mais antiga da Península Ibérica a se realizar desde 1978.


A Fundação tem entre os seus objetivos promover a arte contemporânea quer no plano nacional quer no internacional, através da programação anual multidisciplinar, da organização das bienais de arte, da gestão e conservação do espólio da Fundação, da criação do Museu da Bienal de Cerveira e do apoio ao empreendedorismo criativo. Ao longo da sua existência Bienal de Cerveira “conseguiu adquirir, graças ao espírito de iniciativa, imaginação e criatividade dos seus organizadores, um prestigio indiscutível, ate o ponto de ser hoje uma manifestação pujante e um marco incontornável que muito prestigiam Portugal e os seus artistas no panorama das artes contemporâneas em palavras de Mário Soares no vigésimo aniversário da bienal.

Um espólio composto por mais de 600 peças

A 20.ª edição, em 2018, decorreu de 15 de julho a 16 de setembro e recebeu cem mil visitantes. Apresentou mais de 600 obras, de 500 artistas de 35 países em 8.300 metros quadrados, num total de 14 espaços expositivos.

Agora o Museu da Bienal foi distinguido com o prémio Melhor Museu do Ano em distinção atribuída pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM). Anualmente, a Associação Portuguesa de Museologia premeia agentes e instituições de museologia portuguesa cujo trabalho se distingue com o objetivo de incentivar e gratificar a criatividade dos museólogos portugueses, reconhecendo o seu contributo e dando visibilidade ao que de melhor se faz no âmbito da museologia em Portugal.

Na edição 2019, entre 200 candidaturas, o prémio de Melhor Museu do Ano acaba de ser atribuído ao Museu Bienal de Arte de Cerveira que, segundo o autarca cerveirense, “vem valorizar o vasto e valioso acervo museológico existente e corroborar a aposta da FBAC na descentralização artística e cultural por várias cidades do nosso país, assim como potencia ainda mais a internacionalização realizada nos últimos anos”.

Para o presidente da Fundação Bienal de Artes de Cerveira (FBAC) Fernando Nogueira, que é também presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo, a atribuição do Prémio Museu do Ano ao museu da bienal, vem “reconhecer 40 anos de trabalho em prol da cultura em Portugal”. Ainda acrescentou que aquele prémio “tem um peso maior e provoca satisfação acrescida” pelo facto de, em Vila Nova de Cerveira, se “fazer muito, em prol das artes e da cultura, com muito pouco”.

Em 2018, o Prémio de Museu do Ano foi para o Museu Metalúrgica Duarte Ferreira, no Tramagal, Abrantes, e, em 2017, o vencedor foi o Museu do Dinheiro, em Lisboa.

Distinção na Galiza no Dia Internacional dos Museus

Também da Galiza chegou prémio para a Fundação Bienal de Arte de Cerveira. Foi no passado 18 de maio no âmbito do Dia Internacional dos Museus que a FBAC foi distinguida como Membro de Honra pela Fundación Casa-Museo de Camaño Xestido "A Mangallona", em Cangas de Morrazo em reconhecimento “à sua alargada trajetória na promoção, divulgação e defesa das artes plásticas e da cultura em geral, em favor da valorização do ser humano.”

O prémio foi entregue pelas mãos do alcalde de Cangas, Xosé Manuel Pazos, e pelo artista Camilo Xestido ao diretor artístico da FBAC, Cabral Pinto.

Nas palavras do diretor artístico da bienal de arte Cabral Pinto, “este reconhecimento sublinha a importante colaboração que ambas as fundações têm mantido nos últimos anos, que tem reforçado as ligações com a Galiza ”.

A cerimónia decorreu na Fundación Casa-Museo de Camaño Xestido "A Mangallona", onde consta o espólio do pintor e escultor galego Camilo Camaño Xestido e de artistas convidados, que conta com mais de 3000 obras de arte.