A ARTE FEITA PAISAGEM

Desencaminharte, uma janela aberta ao Minho

Desencaminharte, uma janela aberta ao Minho
Pedra sobre rocha, de André Banha. Em Ponte de Lima
Pedra sobre rocha, de André Banha. Em Ponte de Lima  
DESENCAMINHARTE é um programa que visa promover a criação artística no Alto Minho através de uma dinâmica em rede que estimule o reconhecimento da sua identidade. Ou isso é o que  diz oferecer o coletivo HODOS, responsável pelo projeto.

A edição de 2018 centra-se no desenvolvimento de dispositivos que contribuem para a valorização do património cultural e natural da região. Dez autores de renome no panorama artístico e arquitetónico contemporâneo desenvolvem as suas criações em dez municípios do Alto Minho: Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana e Vila Nova de Cerveira. Em cada um destes espaços, num diálogo aberto entre território, arte, cultura e população, os autores oferecem a sua forma particular de intervir na paisagem adicionando novos elementos aos vários percursos pedestres já existentes. Trata-se de juntar obras de autores portugueses à paisagem, ajudando a conhecer a região de forma diferente a través da união dos temas território, arte, cultura e população. E fazem agora parte da paisagem rural da zona.

Também em livro

O resultado dessa viagem pelo território também é visível no livro Arte aplicada ao Lugar – Desencaminharte 2018. O livro, diz a entidade editora, mais do que um catálogo de apresentação de resultados, pretende ser uma viagem pelo território e uma oportunidade de reflexão sobre as premissas lançadas. A narrativa editorial foi dividida em três partes, cuja natureza distinta corresponde também a uma abordagem gráfica particular. Na primeira parte, Valter Hugo Mãe, Laura Castro e Mariana Pestana, a convite da equipa editorial, lançam novos olhares sobre o projeto a partir de diferentes perspetivas: a obra literária como forma de caracterizar um território, a integração do Desencaminharte na genealogia de práticas de arte e paisagem, e o papel da arquitetura e da arte enquanto ferramentas para atuar criticamente no meio envolvente. De seguida, na segunda parte, as imagens de Filipa Frois Almeida convidam a percorrer o território e a descobrir as dez intervenções em silêncio, sem descrições ou informações complementares, desafiando os sentidos e privilegiando a apreensão sensível de cada um dos lugares e respetivas obras. Estas são apresentadas detalhadamente na terceira e última parte deste livro que, para tal, recorre às imagens do processo de criação e construção, aos desenhos de execução e aos textos redigidos a partir dos testemunhos dos próprios autores.

As dez propostas

“Um rasgo no solo, uma janela, uma torre ou um abrigo são algumas das propostas para descobrir do projeto” afirmam do coletivo HODOS. Cada uma das ligações a seguir abrem essa janela.

01 ARCOS DE VALDEVEZ
Paisagem Cultural de Sistelo
Fernanda Fragateiro


02 CAMINHA
Lanhelas
FAHR 021.3


03 MELGAÇO
Porta de Lamas de Mouro
depA


04 MONÇÃO
Castro de São Caetano, Longos Vales
STILL urban design


05 PAREDES DE COURA
Caminho das Piçarras, Romarigães
Dalila Gonçalves


06 PONTE DA BARCA
Choupal de Ponte da Barca
Pablo Pita


07 PONTE DE LIMA
Miradouro dos Socalcos de Labrujó e Rendufe

André Banha


08 VALENÇA
Mosteiro de Sanfins
Barão-Hutter


09 VIANA DO CASTELO
Miradouro da Senhora do Crasto, Deocriste
João Mendes Ribeiro


10 VILA NOVA DE CERVEIRA
Parque de Lazer do Castelinho
Gabriela Albergaria