Lula renúncia e o PT apresentará Fernando Haddad como candidato

Lula renúncia e o PT apresentará Fernando Haddad como candidato
Fernando Haddad
Fernando Haddad  

O líder histórico da esquerda brasileira, na cadeia por um caso de corrupção tido por falso pelo seu partido, deitou de vez a toalha no chão e não será candidato nas eleições presidenciais, a se celebrarem em primeira volta a 7 de outubro e em segunda a 28. Irá ser substituído por Fernando Haddad, ex prefeito de São Paulo e ex ministro de Educação.

 


O PT tem já novo candidato, que será oficializado esta terça feira. O seu nome é Fernando Haddad, pessoa muito próxima a Lula Da Silva. O partido perde assim o seu principal ativo eleitoral (embora estar na cadeia continuava a liderar os inquéritos de opinião) e tentará agora que os apoios ao líder histórico se transfiram para Haddad.

 

A situação não é fácil para o partido de Da Silva e Rousseff —os dois referentes fora de jogo, um na cadeia, outra após ser destituída num impeachment— com os inquéritos agora para a primeira volta a serem comandados pelo ultra-direitista Jair Bolsonaro, quem após ser vítima dum atentado incrementou em dois pontos a sua intenção de voto. Segundo uma sondagem publicada por Datafolha, no primeiro turno Bolsonaro atingiria 24 por cento dos apoios, face 13 por cento do centrista Ciro Gomes, 11 da ecologista Marina Silva, 10 do conservador Geraldo Alckmin e apenas 9 por cento do candidato trabalhista Haddad.

 

Em todo caso, e segundo o mesmo inquérito, Bolsonaro tem um alto índice de rejeição: 43 por cento das e e dos eleitores dizem que nunca votariam nele. Isso significa que as suas opções para se impor num segundo turno são muito baixas. O favorito é Ciro Gomes. Haddad terá difícil até passar à segunda volta.

 

As eleições só se resolveriam em primeiro turno se alguma candidatura obtivesse mais de 50 por cento dos votos válidos emitidos. Nenhum candidato, também não Lula, está em condições de alcançar tal patamar.

 

 



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