Personalidades e empresas sumam forças em Portugal numa campanha em defesa do eucalipto

Personalidades e empresas sumam forças em Portugal numa campanha em defesa do eucalipto
eucaliptos
eucaliptos  

O ‘Manifesto por uma Floresta Não Discriminada’ ´reúne ex ministros, companhias do setor papeleiro e entidades agrárias. O governo português tem impulsionado uma lei que põe limites a esta espécie.

 

 


No começo de 2017 o governo português avançava a sua intenção de estabelecer uma moratória para o eucalipto, espécie que ocupa 26% da superfície florestal portuguesa. Na atualidade há 811.000 hectares plantadas com esta espécie no país vizinho, 100.000 mais que há duas décadas. O executivo cumpriu a sua palavra e em fevereiro de 2018 entrava em vigor a legislação para limitar a expansão desta espécie. A decisão fez que reagissem diferentes setores económicos e políticos, contrários a essas medidas.

Uma oposição que resultou na recente publicação do  ‘Manifesto por uma Floresta Não Discriminada’, o que é, em resumo, um manifesto na defesa do eucalipto, como denunciam organizações ambientalistas e coletivos sociais.

Mais dum cento de entidades e personalidades —entre as que se acham companhias papeleiras, empresas pasteiras, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), concelhos como os de Aveiro e Setúbal, e vários ex ministros— assinan este manifesto. "Os signatários têm vindo a assistir, com grande preocupação, à multiplicação em diferentes meios de comunicação social de alusões pouco rigorosas, ou mesmo manifestamente incorretas, sobre a gestão da floresta e as causas dos incêndios em Portugal", afirmam no documento.

Um texto no qual expressa-se uma preocupação perante o que consideram que são “muitas afirmações que pretenderem, sem qualquer fundamento, imputar ao eucalipto a responsabilidade pelo drama dos incêndios florestais ".

O manifesto afirma que “o ataque que se tem registado” contra o eucalipto “promove a desertificação do interior e das zonas rurais do país, colocando em risco grande parte dos postos de trabalho diretos e indiretos existentes na fileira florestal”.

Aliás, salientam também que “atacar o eucalipto é atacar a espécie florestal que mais contribui, a uma larga distância, para a absorção de CO2 [dióxido de carbono] em Portugal”. 



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