O PT PEDE QUE SE INVESTIGUE BOLSONARO

Três milhões de euros para espalhar mentiras no WhatsApp contra Haddad

Três milhões de euros para espalhar mentiras no WhatsApp contra Haddad
Imagem tirada da página eleitoral de Haddad [obrasilfelizdenovo.com]
Imagem tirada da página eleitoral de Haddad [obrasilfelizdenovo.com]  

As Fake News estão a tornar ainda mais cómoda a viagem de Jair Bolsonaro rumo à presidência do Brasil, conquista que as pesquisas demoscópicas dão como feita. Segundo publicou A Folha de São Paulo, empresários próximos ao ultra-direitista financiaram o espalhamento pela rede de mensagens contrarias ao candidato do PT Fernando Haddad, muitas delas falsidades. Haddad levará o assunto à justiça. Especialistas dizem que Bolsonaro poderá vir a ser punido —a sua candidatura até poderia ser anulada— se se estabelecer a sua responsabilidade. 


Já disse Manuela D'Ávila, a candidata a vice polo Partido Comunista do Brasil no ticket eleitoral que encabeça Fernando Haddad, que a campanha de Bolsonaro estava a ser a mais suja da história recente do país e que devia ser investigada a origem do dinheiro que banca o espalhamento na rede de mentiras contra o candidato petista.

A denúncia de D'Ávila teria todo o sentido à luz da informação publicada nas últimas horas pela Folha de São Paulo segundo a cal empresários próximos a Bolsonaro teriam gasto até três milhões de euros para espalharem informação, muita dela falsa, através do WhatsApp, a rede favorita do aparato de propaganda do Partido Social Liberal. E favorita não por acaso, senão porque é a mais dificilmente perseguível do ponto de vista judiciário ou policial (porque as suas mensagens podem ser criptografada).

A reação do PT foi imediata e Haddad anunciou que levaria o conteúdo desta notícia à justiça eleitoral.

Peritos consultados pela Folha de São Paulo entendem que Bolsonaro deve ser investigado e que poderia vir a ser punido se se demostrar que foi beneficiado.

Pode vir a ser punido quer por financiamento ilegal —todo dinheiro gasto na campanha precisa ser declarado— quer por se beneficiar do espalhamento de fake news pelo seu aparato de propaganda. A punição poderia resultar, no limite, na anulação da candidatura —se a sentença chegar antes de 28 de outubro, dia em que se irá realizar o segundo turno— ou do mandato —se a resolução judiciária se produzir já com Bolsonaro à frente da presidência.