Pesquisas põem Bolsonaro por cima de Haddad entre 8 e 16 pontos

Pesquisas põem Bolsonaro por cima de Haddad entre 8 e 16 pontos
O voto nas eleições é eletrônico
O voto nas eleições é eletrônico  

O candidato da ultra-direita parte como claro favorito para o segundo turno das eleições, agendado para o 28 de outubro. Em 7 de outubro obteve uma vantagem sobre Haddad de quase 18 milhões de votos. No Brasil da post-ditadura nunca um candidato perdedor no primeiro turno conseguiu ganhar na segunda volta.


O inquérito realizado por Data Folha para Teleglobo e A Folha de São Paulo é especialmente desalentador para o candidato petista.

Em votos válidos, excluídos os brancos e nulos, Jair Bolsonaro obteria 58 por cento dos sufrágios face 42 por cento dos que conseguiria o candidato do partido liderado por Lula Da Silva.

O resultado em bruto seria também claramente favorável para o ultra-direitista: 49 por cento de votos para ele, 36 por cento para Fernando Haddad, 8 por cento para brancos e nulos e 6 por cento para pessoas que não manifestaram que irão fazer o 28 de outubro, dia marcado para o segundo turno destas eleições.

A margem de erro do trabalho, em que se entrevistaram 3.235 pessoas, é de 2 por cento. Isto significa que no melhor dos casos para o candidato do PT este conseguiria 44 por cento e no pior dos cenários para Bolsonaro o ultra atingiria 56.

O estudo de Data Folha foi feito a 10 de outubro, quando a opinião pública brasileira não conhecia que o guru económico de Bolsonaro, Paulo Guedes, estava a ser investigado pola Procuradoria [fiscalia] por uma pretensa fraude à custa do fundo de pensões de empresas propriedade do estado.

Mais favorável para Haddad é o trabalho feito por Big Data para a revista Veja. Segundo este inquérito, a diferença entre Bolsonaro e o petista seria apenas de 8 por cento de voto: 54 face 46. Essa sondagem foi realizada sobre a base de 2.036 pessoas e tem uma margem de erro de 2,67 por cento.

No primeiro turno das eleições, Bolsonaro superou Haddad em quase 18 milhões de votos.

Na segunda volta de 2015, Dilma Rousseff conseguiu vencer o candidato da direita, Aécio Neves, por pouco mais de 3 pontos e após totalizar 54,5 milhões de votos, 23 mais dos obtidos o passado 7 de outubro por Haddad. Neves atingira 51 milhões, o que indica que Bolsonaro ainda tem margem de melhora a respeito do primeiro turno (arrecadou 49).



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