A CPLP admite o Consello da Cultura Galega como observador consultivo

A CPLP admite o Consello da Cultura Galega como observador consultivo
lusofonia CPLp
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Este status permite a Galiza estar presente nas reuniões temáticas da CPLP, entre outras questões. Ramón Villares, presidente do CCG, valora ser “reconhecidos pelo mundo lusófono”.

 


A Comunidade dos países de língua portuguesa (CPLP) admitiu o Consello da Cultura Galega como membro em qualidade de observador consultivo, uma decisão que adotou durante a XI cimeira de chefes de estado e de governo da entidade. Com esta decisão põe-se o ramo a um processo de tramitação que deu começo em 2010 “para fazer mais visível à língua e à cultura galegas no exterior”, segundo Ramón Villares, presidente do Consello.

O status de Observador Consultivo implica que a Galiza poderá estar presente nas reuniões temáticas da CPLP, intercambiar informação dentro dessa rede de estados e entidades internacionais e servir de ligação permanente entre a CPLP e a cultura e língua galegas. O beneficio para o país, segundo Villares, é “fazer visível que a Galiza é a fonte da que nasce a língua portuguesa e é um modo de ser reconhecidos pelo mundo lusófono”.

O Consello da Cultura Galega solicitou a inclusão na CPLP em 2010. A iniciativa foi potenciada com a aprovação por unanimidade no Parlamento Galego, em 2014, da Lei Valentín Paz Andrade, em cujo artigo número 3 se indica que “se fomentará a participação das instituições em foros lusófonos de todo tipo”.

A CPLP foi criada em 1996. Dela fazem parte todos os estados que têm a língua portuguesa como oficial e moitas outras entidades vinculadas ao âmbito da lusofonia e interesses estratégicos, económicos, sociais ou culturais compartilhados.