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Limites e contradições da gestão socialdemocrata do capitalismo: o caso sueco

Joám José Romero Durán | 15 de Maio de 2019

O economista Joám José Romero Durán analisa neste artigo que os límites da socialdemocracia são marcados por sua própria funcionalidade para “impulsionar a explotação e acumulação capitalista”. Ele explica isso em relação ao caso sueco, que consistiu en assegurar a rendibilidade capitalista graças a uma situação de paz social na que o pleno emprego, o nivelamento distributivo das rendas e uma economia orientada para a exportação foram as suas bases.

mini_3 (1)Desde o começo da última e profunda crise capitalista, têm sido muitas as forças políticas de esquerda, que, despois lançaren as mãos ao ceu horrorizadas por suas consequências esmagadoras para o povo trabalhador, e de encenar nas ruas a farsa dum suposto empoderamento do povo, retransmitido com o beneplácito dos canáis mais importantes de TV, começaram desprender mensagens que, do ponto de vista da ciência económica ou economia marxista, deven ser postos en causa. A ilusão de um capitalismo com rosto humano, um capitalismo domável desde um posicionamento reformista, socialdemócrata, ou mesmo desde algumas correntes “verdes” ou até “decrecentistas”, é isso mesmo, uma ilusão, um devaneio sem fundamento.

 

Forças qualificadas pelo stablishment como “ruturistas”, “radicais” ou de “extrema esquerda” abraçarom uma sorte de ideário económico postkeynesiano, que aposta no estado, aliás baixo o controlo do poder económico dominante, como um árbitro para conter os desmandos do mercado. O pretenso êxito frente o contraste empírico com a realidade de tantas experiências fracassadas, não resiste, qual talo seco, o mais lene alento de uma brisa primaveral. E é que o dragão é derrotado ou vai te queimar com o fogo escaldante de suas mandíbulas.

 

O modelo de crescimento nórdico ten sido objeto de continuados apelos ante a possibilidade de domesticação do capitalismo. Nesse sentido o caso da Suécia é paradigmático. Desde 1932 até 1976, o pais escandinavo foi governado por sucessivos executivos socialdemocratas, apenas com uma breve interrução de três meses en 1936. Um período de mais de quarenta anos, sem equiparação em nenhum outro estado do mundo. Desde então se foram alternando no poder maiorias socialdemocratas e de centro-direita.

 

Entre as principais conquistas que explicam a permanência da socialdemocracia sueca no governo durante esse longo periodo figuram um crescimento económico elevado e sustentável durante décadas com um importante diferencial positivo a respeito das economias da sua contorna; o aumento consequente do salário relativo; uma igualdade distributiva acrescentada e o pleno emprego.

 

En resumo, o modelo da socialdemocracia sueca consistiu en assegurar a rendibilidade capitalista graças a uma situação de paz social na que o pleno emprego, o nivelamento distributivo das rendas e uma economia orientada para a exportação foram as suas bases. En realidade muito afastadas da tradição keynesiana e muito tendentes à homologação com as correspondentes da ortodoxia neoclássica.

 

As duas dimensões do modelo sueco forom a política ou folkhen e a económica ou funktionssocialism. A primeira baseada num reformismo pragmático sempre en função dos fins propostos, o consenso multiclassista e a democratização socioeconómica.

 

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