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Governo acusa 14 motoristas de cometerem um crime ao não fazerem os serviços mínimos

X.M. | 14 de agosto de 2019

Pedro Pardal Henriques, a fazer umas declarações à RTP
Pedro Pardal Henriques, a fazer umas declarações à RTP
Não atender a requisição civil —a obriga de os condutores fazerem os serviços mínimos quando estes não estavam a serem cobertos—poderia vir a envolver penas de prisão para trabalhadores, alertou o Governo de António Costa. Porta-voz da greve; Pedro Pardal Henriques, anunciou que esta quarta feira não se vão cobrir os mínimos em solidariedade com os 14 motoristas que receberam já notificações da administração por não terem satisfeito os requerimentos feitos pelo executivo.

Foi o ministro de  Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, quem se ocupou de dizer que na terça-feira 14 trabalhadores não cumpriram a requisição civil. Esses motoristas já teriam recebido uma notificação por parte da Administração. Matos Fernandes esclareceu que a seguir se lhes vai comunicar que cometeram um crime de desobediência.

Num depoimento feito junto às instalações da Companhia Logística de Combustíveis (CLC), o porta-voz da greve disse: "Estas pessoas não são criminosas, estas pessoas que aqui estão são homens de guerra”.

A hipótese de os 14 motoristas virem a ser processados em virtude da requisição civil —figura legal que também permite despregar unidades militares—provocou grande irritação no coletivo grevista, segundo Pedro Pardal Henriques.

"O que eles [motoristas] disseram hoje é que se vai um motorista preso, então o senhor ministro tem que trazer grandes autocarros para levar os 800 motoristas do país”, alegou.

Motoristas estão em greve em demanda dum salário base de no mínimo 900 euros, compromisso assinado com a representação dos trabalhadores pelo patronato no passado mês de maio sem que até agora se tenha materializado.

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