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Um voto antifascista

Bruno L. Teixeiro | Independentista e activista na Fundación Artábria

Sermos Galiza | 24 de Abril de 2019

Escrevo esta breve reflexom enquanto várias centenas de [email protected] participam na Corunha no único ato de campanha de VOX na Galiza. Haverá que agradecer este poder de convocatória do fascista Abascal aos meios de comunicaçom da burguesia e ao seu papel para darem legitimidade a um discurso da extrema-direita normalizado. Um branqueamento e “democratizaçom do fascismo” com o qual se pode negociar e mesmo chegar a acordos de governo, tal e como demonstrarom as passadas eleiçons autonómicas na Andaluzia.

 

Nom vou fazer fetiche da via eleitoral, mas tampouco da (legítima) abstençom para marcar posiçons de guardiam das essências do independentismo.

 

Porém, enquanto nom somos capazes de “petar na alma do povo até conquistar um estado de opiniom revolucionária”, como dizia Castelao, acho necessária essa voz própria em Madrid, que poidam conseguir conquistas imediatas que melhorem minimamente as condiçons do povo trabalhador galego, utilizando-as de maneira pedagógica para criar consciência nacional. Significa isso renunciar ao objetivo de conquistar a independência e constituir a República Galega? Nem muito menos.

 

Umha voz própria, na boca de Néstor ou de Carmen da Silva (ou por que nom, nas das duas), só será útil para a Galiza se serve de correia de transmisom das demandas do nosso povo a partir de posiçons soberanistas e nitidamente de esquerda. Nom tenho dúvida de que assim será. Mas nom só. A presença do soberanismo galego nas cortes do Reino Bourbónico devem servir para deslegitimar e combater o regime que o sustenta. Em nengum caso cumprir o papel de dar estabilidade e apoio a um governo espanhol que nom reconheça os mínimos princípios democráticos. Nom podemos esquecer que a suposta alternativa ao “trifachito” foi incapaz de derrogar a Lei Mordaça, a reforma laboral ou levantar a espada de Dámocles da cabeça do independentismo catalám.

 

O papel do  soberanismo, dentro e fora do Parlamento espanhol,  seguirá a ser chave no desgaste do regime de 78 e para frear a extrema-direita. Eis porque o meu voto independentista e antifascista será para o BNG no próximo domingo.

 

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