São galego de nascença e de conciéncia, não tenho feito ningún curso de galego agás um da Asociação Cultural Alexandre Bóveda da Corunha cando era un moço e que impartira a grande Pilar García Negro. Desde aquela, moito se tem discutido sobre o galego.

Na minha posição de cidadá galegofalante e desde a perspectiva de casi 12 lustros de existência, a cruda realidade é que o galego tem retrocedido em falantes e que há um evidente problema de transmissão generacional do idioma por múltiples causas que de seguro se tem investigado por profesionais bastante máis qualificados. Ao meu ver, há um factor clave que deve ser o centro dun debate no que a língua, ademáis da nossa principal senha de identidade, terá que ser, também a principal ferramenta de desenvolvemento do nosso país num mundo cada día máis globalizado. 

Si a sociedade percibe que o idioma é útil, este recuperará uso e funcionalidade, pero si este está só para uso interior, irá perdendo usuarios e valor relegandoo a umha função sentimental, folclórica e mesmo relegado a umha situação pseudomuseística.

O problema é cando as instituições políticas, culturais e lingüísticas ignoram e esconden debates nos que nos jogamos o futuro da língua, a economía e as posiblidades de progresso.

Qué medo há a abordar campos de posibilidades que atingem a máis de 200 milhões de falantes cando o galego vive encerrado nun ámbito de 2.700.000 cidadáns, perdendo povoação  e cos máis velhos, também,  galegos monolíngües?

Qual é o problema para adoptar e conviver com umha segunda grafía (também oficial) que abra portas directamente a cinco continentes co quinto idioma máis falado do mundo?

Quém dí medo a facilitar mercados em países tan lonxanos como Brasil, Macao, Angola, Mozambique... e mesmo com um idioma oficial da UE?

E quén pode obviar o importante mercado cultural, turístico e a historia común a través do idioma com tantos cidadáns no mundo?

Só os intereses políticos de curto percorrido e as mentes cativas poden defender o reducionismo e o caminho do suicidio idiomático, as mensages confusas dirigidas a meter medo a medrar e sentirmos máis [email protected] de ser [email protected] e cidadáns do mundo, a medrar em riqueza e cultura.

A nossa relação co lusismo deve deixar de ser testemunhal, para actos entre vecinhos e pasar a convertirnos em irmáos em convivéncia, deixar de lado complexos e estereotipos e crer nas posibilidades que se nos abrem  para os nossos filhos e para o país coa dupla normativa. Niguén nos vai indicar como temos que falar num idioma tan rico e diverso como o nosso, máis grafar ademáis do galego normativo, para adiante, numha grafía tamén oficial na norma portuguesa, fará de Galiza umha pequena potência. Que não  nos enterrem com mentiras: O FUTURO É AGORA!!