Recortes e recessom: o êxito das políticas do PP

26 abril 2013 06:04 h.

Luis de Guindos vem de reconhecer que a queda do PIB em 2013 será muito superior à prevista polo governo do Estado, entre o duplo e o triple. Nom surpreende a ninguém esta afirmaçom do ministro de economia que reconhece implicitamente a falsidade das previsons do governo. Umha afirmaçom que se produz ao mesmo tempo em que Bruxelas publica as cifras do défice público do Estado Espanhol, 10’6% do PIB. Um anúncio que novamente torna patentes as mentiras do PP sobre o défice público. Entre elas que o défice é responsabilidade das autonomias, umha afirmaçom falsa olhando cara ao passado mas que as cifras também confirmam como falsa situados no presente. A administraçom central é a responsável da maior parte do défice e a que menos contribuiu à sua reduçom.

Estas notícias trazem a lume que a política de recortes do PP nom soluciona nem suaviza a crise, ao contrário está agravando-a. Tampouco surpreende este resultado. Som numerosos os informes, mesmo de organismos oficiais, que salientam que as medidas que se estám adoptando no conjunto da UE acentuam a recessom. O próprio FMI publicou um informe em começos deste ano no que corrigiu à alta a sua estimaçom dos multiplicadores fiscais. Noutras palavras admite que o impacto no PIB da reduçom do gasto público é consideravelmente maior do aguardado inicialmente.

 "A política de recortes do PP nom soluciona nem suaviza a crise, ao contrário está agravando-a".

Num trabalho recente Paul De Grauwe e Yuemei Ji constatárom que existe umha forte correlaçom negativa entre as medidas de austeridade introduzidas em 2011 e o crescimento do PIB ao longo de 2011-12.  Fórom os Estados que introduzírom maiores recortes os que sofrérom os maiores declínios do PIB. Sem embargo o artigo desses dous economistas vai mais alá, também constata que existe umha correlaçom positiva entre os recortes e o incremento do rácio dívida pública/PIB. A maior intensidade dos recortes maior incremento do quociente entre dívida pública e PIB.

Da mesma forma no Estado Espanhol vemos como as políticas do PP nom só acentuam a queda do PIB senom que o défice público e o crescimento da dívida pública se situam à frente da UE.

"As políticas que se estám impondo o que procuram é recuperar a taxa de lucro do capital, assegurar os interesses do capital financeiro, abrir novas fontes de negócio ao capital privado e aprofundar no desigual reparto da riqueza, social e territorialmente".

Isto pode ser visto como um fracasso das políticas, em realidade é um fracasso para a sociedade mas nom é um fracasso para o governo espanhol porque o seu primeiro objetivo nunca foi sair da crise. As políticas que se estám impondo o que procuram é recuperar a taxa de lucro do capital, assegurar os interesses do capital financeiro, abrir novas fontes de negócio ao capital privado (pensons privadas, sanidade,...) e aprofundar no desigual reparto da riqueza, social e territorialmente. Pretendem também avançar na centralizaçom política para favorecer o processo de concentraçom do capital. A soberania dos povos é um estorvo para o grande patronato. Em definitiva do que se trata é de roubar ainda mais ao povo para apoiar ao capital.