Elites

Meu prezado Xosé Manuel Piñeiro: Sou um seguro, antergo e continuado seguidor teu. Desfruto com a tua atividade e respeto tua coerencia. Como tal não podia ignorar a entrevista que aparece na última pagina do “Sermos...” de esta semana.

Meu afilhado Eduardo Blanco Amor

Inverno do ano 1968. Nascera facia poucos meses a Agrupacion Cultural Auriense; eu era o Presidente, mas todos os integrantes colabouravamos arreo para manter uma frenética actividade cultural que propiciou a celebração de eventos semanais consistentes em conferências, exposições. faladoiros, saidas a lugares relacionados com a nossa culura e historia, obradoiros, teatro, actuações musicais, cinema... 

Ficções

Onte escoitava ao Sr. Feijoo, muito convincente e fachendoso, criticar o conceito de “casta” atribuido á clase política, com a conhezida retórica, ja empregada contra Beiras, da sua origem humilde; dicia que de 24 netos do seu avó so tres puderam acudir á Universidade e, naturalmente, deixava no ar o brilhante da sua carreira política sem pertencer a crase acomodadOnte escoitava ao Sr. Feijoo, muito convincente e fachendoso, criticar o conceito de “casta” atribuido á clase política, com a conhezida retórica, ja empregada contra Beiras, da sua origem humilde; dicia que de 24 netos do seu avó so tres puderam acudir á Universidade e, naturalmente, deixava no ar o brilhante da sua carreira política sem pertencer a crase acomodada.a.

Epístola a Vitor Vaqueiro

Caro Vitor:
Somos uns ingenuos, tu e mais eu e tantos mais, entusiastas e teimudos ingenuos que, conscientes de que as forzas colonizadoras som muito mais fortes que nos, seguimos a manternos na luta, porque abandonala sería desertar do nosso povo e da nossa identidade.

Uf! Que alivio!

Dimitiu o incombustivel Sr. Ruiz Galladon. O que, pola sua atitude dogmática e retrógrada, era chamado o ministro ayatolá. Ficou aparcada a modificação á lei do aborto, herdança estrela que nos deixaria o PP com o nome do proprio Gallardón.

Não nos querem

Só nos utilizam. 

O direito a decidir semelha ser o mais democrático dos direitos, incluso se som os povos os que decidem, ou tal vez ainda mais; postura antidemocrática é a de quem impide decidir ao povo. 

A tola reforma judicial de Rajoy e do PP

Falava dias pasados noutra colabouração que a Reforma judicial não é cousa do ministro taliban Ruiz Gallardon senom do mesmo Rajoy. Hoje chega um ao convencimento de que a proposta, dependendo naturalmente da cabeza máxima que é Rajoy, é aceptada por todo o PP e alborozadamente apresentada polo ministro de Justiça.

Quen vulnera a Constituição?

Rematamos fartos de escoitar que a Constituição é norma inamovivel e de obrigado cumprimento e fronte a qualquera novidade sempre a invocação á inalterabilidade do texto constitucional. Não é certo. A modificam tanto de jeito evidente (como no caso do da dívida pública) como por acção ou omisão no recorte dos direitos fundamentais que a tal C.E. nos reconhece,  como o direito a uma vivenda digna, á cultura, á educação pública, á sanidade pública a ajudas para disminuidos físicos, sensoriaes e psiquicos, a promover ciencia e investgação cientifica, ao trabalho (incluso orientando a política de cara ao retorno dos trabalhadores no extrangeiro), etc.; se analisamos todos os incumprimentos da norma constitucional observaremos como em tudo caso supõe menos dinheiro a gastar o Estado, poupa em sanidade, no ensino, nas pensões, etc. 

Válhame Deus

Bom, fui votar. Naturalmente BNG. E arrastei votos da mina mulher e outros mais. Não mudei de opinião; o resultado era algo avisado; mas pesava em mim o sentimento de ser orgulhosamente galego e padecer a vergonha de soportar internamente e fronte a outros povos a imagem de um pais desnortado, insolidario, sumiso e despessoalizado. Por isso sucumbim para ajudar a incrementar a escaseza de apoios com meus votos.

Reflexões

Próximo ao dia de reflexão e á vista das enquisas que correm sobre intenção de voto, ma assalta o temor de que de reflexão pouca e de que se com tudo o que cai há gente disposta a votar PP ou PSOE malamente vai ser útil o sábado de reflexão.

Incapacidade

Incapacidade por parte de todos, da que todos somos culpáveis. Como é posivel que desapareza a livraria de referència para o galeguismo em Ourense? A Livraria TORGA sempre foi muito mais que uma livraria, foi um espaço de cultura, de liberdade, de contraste de ideias, de galeguismo... 

Não vou votar para as europeias

Meu voto decidida e invariavelmente é de esquerdas e nacionalista, ou tal vez nacionalista e de esquerdas; sem dúbidas nem infidelidades. O único voto que enche esas duas condiciões é o do BNG; e certamente sempre, desde que chegou este remedo de democracia, votei Bloco, do que, alem do voto, sou militante.

Reflexões no rebufo do caso doctrina Parot versus sentenza TEDH

Não vou a entrar na valoração da doutrina Parot nem na análise das suas consequencias. Só no cúmulo de artigos de imprensa, tertulias, comparecencias públicas, manifestações... que ateigam qualquera medio de comunicação que olhemos nestes dias e seu dispar tratamento com outros problemas vitais.

GpS. A direcção certa

Celebro ter saido da ambigüedade. Nas décadas dos 60 e dos 70 os nacionalistas sabiamos perfectamente o que queriamos: a independência como única solução aos problemas do nosso povo. Provavelmente no plano ideologico  andavamos mais no optimismo que na realidade. Nas cidades, e sobre todo nas vilas e nas aldeias, acudiam maioritariamente a escoitarnos quando falavamos dos problemas reais e cotidianos, dos montes vicinhais, da quota empresarial, da oposição aos projectos para grandes multinacionais que empobreciam o escaso tecido económico rural, as expropiações, etc. e os que necesitavam obtinham generosamente pola nossa parte ajuda administrativa e jurídica. Na realidade cotiam e física sufriamos a persecução de todo o estamento público e muito especialmente da policia e dos tribunais. Revoltavamonos, saíamos á rua, manifestavamonos e aceptavamos os riscos que supunha nossa conduta díscola e, especialmente, nossa ideia de uma Galiza ceive; certamente eramos independentistas. Existia o galeguismo culturalista que nos considerava perigosos, algo assim como esse filho rebelde que existe em toda familia que se precie; e quando a rebeldia tomava as armas, nos rejeitava. Mas o que realmente movia masas (ou esso criamos) era o independentismo, era a Galiza Nação.

O drama incesante

Martes de Carnaval o PP, travestido de legalista, votará no Congresso em contra das propostas para minorar os danos derivados dos despejos. O certo é que tampouco mostrou muita diligencia o PSOE na sua época de governo para limitar os danos ocasionados pola aplicação estrita da Lei Hipotecaria num escenario consequencia das políticas económicas que acentuarom os problemas de uma crise tal vez inevitavel.

Desvergonha

Asomarse aos jornais cada manhá é um acto de valor ou de masoquismo.

Indignado

Ao olhar os jornais esta manha sentim nojo, indignação, raiva, despreço ante a noticia de que o Sr. Nuñez Feijoo manifestou num clube de empresarios que defendem o uso da lingua galega (?) que “... longe de empequenecer, a galeguidade engrandece. E o idioma tambem.” numa escenificação da estulticia, cinismo, impudicia e desvergonha no topo do que ja nos tem habituados este senhor.

Ainda nos queda Portugal

A forza do povo é uma referência reiterada, mas sem efectividade; nem o povo é o que mais ordena nem importa nada aos gobernantes elegidos por esse povo o que a este pode interesar.

Difícil mudança

Entrementes o povo não tome o poder vai ser difícil que algo mude neste país; somos uns revoltados muito pacíficos, incapazes de subverter a situação de degradação dos nossos direitos e de reagir fronte ao desprezo com que se tratam as nossas reivindicações; de pouco valem as manifestações populares nem as constantes denuncias certas de rapina, nepotismo, estafas, desvio de fundos públicos,

Fim de ciclo

Atordoados neste incrível big-bang económico tal vez deixamos sem analise dados igualmente reprováveis como o descabeçamento do movimento sindical a cargo dos poderes ejecutivo e judicial.

Paradoxo da separação de poderes

O grande Montesquieu inventou aquilo da “separação dos poderes legislativo, executivo e judicial”, principio reiteradamente invocado por toda democracia e todo democrata que se precie; invocado sim, mas outra coisa é que seja realmente efectivo. Mas não é este dilema entre o ser e o parecer o que me ocupa neste momento; mais bem o grotesco que pode resultar a aparente separação.

Estafas

Uma noticia, agachada entre os destacados titulares que nos anunciam a boa nova do resgate bancário e o final das nossas coitas económicas, chamou a mina atenção por ver o mundo ao revés: a noticia era que “uma parelha enfronta-se a penas de 4 e 5 anos por estafa a um banco em Vigo”.

O malhador do povo

  O ombusman era uma instituição originaria dos paises nórdicos com a que sonhávamos o progressismo militante no franquismo; semelhava que nós nunca seríamos quem de instaurá-la neste país.

No eclipse da constituição

Havia o rei de um país que massacrava elefantes, com dinheiro público (ou devendo favores), num longínquo território, no tempo que um seu genro “trincava” igualmente dinheiro público, um seu neto resultava ferido de escopeta (nesta ocasião contra sim mesmo) e o país cheirava a corrompido, mentres seus “súbditos” sofriam os recortes económicos, sociais e de direitos mais desmesurados da pseudo-democracia.