Nos últimos tempos detecta-se umha autêntica fobia a Galiza por parte de determinadas organizaçons políticas. Nom, nom falo do PP mas de organizaçons situadas teoricamente na esquerda. Provavelmente a questom venha de longe mas o certo é que a intensidade da fobia se manifesta de jeito cada vez mais evidente.

Nos últimos tempos detecta-se umha autêntica fobia a Galiza por parte de determinadas organizaçons políticas. Nom, nom falo do PP mas de organizaçons situadas teoricamente na esquerda. Provavelmente a questom venha de longe mas o certo é que a intensidade da fobia se manifesta de jeito cada vez mais evidente.

"Detecta-se umha autêntica fobia a Galiza por parte de determinadas organizaçons políticas. Nom, nom falo do PP mas de organizaçons situadas teoricamente na esquerda".

Nom falo da oposiçom destas forças ao direito da Galiza a autodeterminaçom ou ao princípio de auto-organizaçom, falo simplesmente da rejeiçom a que o termo “Galiza” poda aparecer na convocatória de mobilizaçons de carácter unitário. Nom é tampouco umha questom normativa, nom se trata de discutir se Galiza ou Galicia é o termo adequado, trata-se de opor-se frontalmente a qualquer referência ao nome da nossa “nacionalidade histórica” empregando o termo da Constituiçom Espanhola.

Poderiamos pôr distintos exemplos mas limitaremo-nos ao último que conhecimos. A semana passada assistimos, mais umha vez, à oposiçom radical por parte das organizaçons da esquerda espanhola a a que na convocatória dumha mobilizaçom em Lugo em solidariedade com o povo palestino apareça “Galiza”. Umha mobilizaçom que finalmente se realizou com a palavra de ordem “non ao xenocidio palestino!”.

"Auto-ódio e despreço polas galegas e os galegos, essa é a sua posiçom política".

A algumhas pessoas surpreende-lhes esta actitude em forças que se dim de esquerda e mesmo defensoras do direito de autodeterminaçom, sem embargo nom deixa de ser coerente com a que é a sua posiçom política: a negaçom do povo galego como sujeito político. Para eles as galegas e os galegos nom existimos, só vem do noroeste peninsular o reflexo do espelho madrilenho. Tal é o medo que lhe tenhem à ideia de que o povo galego rompa com o burguesia espanhola e poda ser dono do seu destino que nem sequer podem admitir que se cite o  nome “Galiza”. Para eles as/os galegas/os nom podemos ser solidárias/os com outros povos do mundo, só Espanha -é dizer o que se decide em Madrid- é a protagonista activa da solidariedade. 

Auto-ódio e despreço polas galegas e os galegos, essa é a sua posiçom política.