Surpreende-me que haja quem se surpreenda pela decisão que uma ampla maioria de militantes de CxG adoptamos o passado domingo de concorrer em solitário em próximos, tal vez demasiado próximos, processos eleitorais. Mas se reparam: ou isso ou nada. “Ser ou não ser”.

Amplos sectores que deixamos o BNG em Amio fora por considerar necessária uma força política na que tiver acolhida quem olhava para o BNG como um partido anti-sistémico ancorado na extreima esquerda e procuravam um nacionalismo mais social liberal-social demócrata. Mas, também é certo que em CxG recalaram outras/os que pensavam na urgência de construir uma esquerda diferente, radical “gauche divine”. Em boa lógica, projetos tão antagónicos só podem coexistir quando o único que xungue vontades é um propósito anti. E quando o que move vontades é o anti, tempo que se perde na construção do próprio.

Em essas incerteças esteve CxG estes anos. Tempo perdido em fixar um idearium que se caracterize pelo que CxG é, e não pelo que não é. Um projecto próprio, centrado em este país que é Galiza e pensado para dar solução aos graves problemas que afectam aos seus habitantes. Um projecto a longo prazo que fuja dum hipotético resultado espectacular, que mais semelha um oásis de esse deserto que alguns profetizam para aqueles que pensamos, de coração, que hoje mais que nunca Galiza precisa de forças políticas não subordinadas a elementos alheos e que olham para Galiza somentes em caladoiro de votos. O Grupo Galego Virtual do Parlamento é um bom exemplo.

E para todos é bom dar fim a este caminhar juntos, uma vez chegados a esse cruzamento de caminhos em que cada quem tem a responsabilidade de decidir por sim próprio que é o que ele considera melhor para o país. E licitamente para ele.

Só uma questão. Que ninguém considere que tem a verdade plena. Com certeça que cada um há ter as suas rações e motivações. E para quem não pense coma mim, “que les vaya bonito”.