Fai-me lembrar a letra de uma canção de meus tempos mozos, onde vai, algo assim como “tal vez no supe hablar cuando debí/ mi mente controló  mi corazón/el precio que pagué fue verme asi/ y cuado oí tu voz alguien (Toni) CANTÓ”. Pois sim, o inefavel Sr. Cantó ja debía andar ou presentirse por aquelas datas interrompendo a quem quería falar e dizendo, lógicamente, cantadas.

Nunca entendím a teima nem o desprezo fronte a qualquer idioma. Um idioma é algo muito importante, a criação de um grupo para entender-se entre ele, polo que não há linguas melhores ou piores senão linguas diferentes e por todas elas sinto grande respeito. Por isso me indignam os badocos ignorantes, estúpidos e acomplexados que desde seu desatino volcam aborrecimento e desprecio sobre aquelo que pensam pode substituir ou ser nocivo para o que consideram preeminente. Passa-lhe aos desequilibrados de Galicia Bilingüe, passa-lhe a muito avergonhado galego-falante e pasalhe em geral aos castelhano-falantes incultos que ignoram que os idiomas e seu conhecimento enriquecem.

Toni Cantó, actor de teatro metido a político errático na sua ubiquação partidária, arrogando-se intítulações que não lhe correspondem, não só desconhece o valor dos idiomas senão que também ignora qual é seu estado ou consideração na sociedade. Nem eu, galegofalante radical, celebraria que a afirmação do Sr. Cantó de que “es un hecho que el castellano há desaparecido em Galicia” fosse certa; gostaria que o galego fosse de uso maioritário e preeminente em todos os sectores da população, da sociedade, do ensino e da Administração, como língua nacional, mas sem exclusões. Bom, que o Sr. Cantó opine assim é triste, ainda que mais triste é que um político, congressista, desconheça a realidade  social e linguística dentro do Estado. Até se lhe podem desculpar desvarios como, p.ej., o de colocar ao mesmo nível de rejeito a imersão linguística e a pederastia, afirmação que já de por sim se desqualifica e desqualifica ao autor, mas... se vive dedicado á política deve ter conhecimento preciso de quaes som as realidades do Estado a que serve. Penso que a única sanção que corresponderia por esse imenso erro é o de expulsa-lo do protagonismo político.

Expulso do protagonismo político por ignorante. Mas, que diríamos, que procuraríamos para os congressistas eleitos polo povo galego nas listas do PP que votarom favoravelmente a proposta do Cs para que se exclua a língua própria de Galiza, o galego, da Administração? Ah!, esto sím que é muito mais grave. Agora que todo é extensível nos tribunais penso que poderiam ficar incursos no artigo 542 (funcionário público que impida a uma persona el ejercicio de sus derechos cívicos reconocidos por la Constituciòn) e no 543 (“ultraje a sus Comunidades Autónomas o sus símbolos o emblemas”) do C.P., porque a própria Constituição espanhola, tam imutable para o PP, no seu artigo  3 declara a cooficialidade das línguas autonóicas garantindo especial respeito e protecção e o 20 reconhece e protege o aceso aos meios de comunicação sociais  “respetando el pluralismo de la sociedad y de las diversas lenguas de España”. Considero que ficam incursos em causa de ultrajes á Autonomia galega e a seu símbolo mais fulcral, que é a língua, especialmente aqueles Congressistas que havendo sido elegidos polos galegos como seus representantes para defensa dos interesses de Galiza, votam em contra do uso do idioma próprio de Galiza na Administração, designadamente Ana Pastor, presidente do Congresso, e os congressistas Miguel Lorenzo, Ana Vázquez, Miguel Viso, Pilar Rojo, Tomás Fole, Marta González, Joaquin Garcia, Jaime Olano, Tristana Moralejo, Celso Delgado e Juan Juncal. Entendo que sejam instruções de seu partido, entendo que serão recomendações do seu chefe galeguicida Sr. Nuñez Feijoo, entendo que de não obedecer correm o risco de não recuncar na “prestigiosa profissão, neste país, de político”... mas bem retribuída e com benefícios colaterais. O que não entendo é que não sintam acima da submissão a dignidade a decência, o decoro, a nobreza,o respeito e a honra, Certamente, ao pé de esta indignidade a parvada do Sr. Cantó a respecto da desaparição do castelhano na Galiza, dito do que se retractou, é uma cagadinha.

 E assim nos movemos neste intolerante (também diria que intolerável) Reino. Já há muitos anos um meu amigo sevilhano, companheiro na Universidade em Madrid, recalado como jornalista num diário valhisoletano, telefonou-me para perguntar-me algo semelhante; se na Galiza estava em retrocesso o castelhano; conheciamo-nos há tempo, e conhecia desde muito atrás a minha afirmação de que a minha pátria era a minha língua galego-portuguesa, polo que intuim que pouco de objectividade ia transmitir a meu amigo num simple comentário, então decidim convidalo a passar uma dias comigo em Ourense. A pesar de eu desenvolver-me maioritariamente em galego ele viviu o dia a dia do nosso idioma incluso numa cidade mais bem rural como Ourense, ainda que também o levei a Vigo e a tratar com as diversas administrações, coincidiu que naqueles dias me haviam rejeitado num julgado uma demanda em galego (não normativo). O home marchou abraiado das falsas noticias, sempre intencionadas, com indudavel afam de excitar a intolerância, intoxicar e encirrar aos diferentes.

Seguimos nas mesmas. Não conseguim conhecer quem advertiu a Toni Cantó do seu desvario, mas nada me consta de que partisse do gpverno esse que desgoverna na Galiza nem que pessoa ou entidade alguma se haja desvinculado do voto dos diputados do PP elegidos polos galegos (alguns, demasiados) que degrada e envilece o conceito que se poda ter do povo galego, com apariendia de traidor á sua fala.



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