Havemos falar das autonómicas, mas primeiro vem a repetição nas estatais. E a imperiosa necessidade de que Galiza tenha representação no Congresso, que não fique de novo sem voz, sem ninguém que exponha carencias, razões e reivindicações. Teremos que propugnar o voto útil; naturalmente o voto útil para Galiza, que não é o dos partidos centralistas, ala eles com suas lideiras. E o voto útil quer dizer que os nacionalistas deveremos concentrar nossos votos numa única proposta: Galiza.

Quando passemos ás autonómicas já veremos se há opções viáveis na direita, na esquerda ou no centro, sempre em clave de pais. Mas hoje temos que unir forças para conseguir uma voz forte na política estatal. Na atualidade, ainda que no setor da esquerda progressista e mais socializante, o único grupo nacionalista que aglutina mais consenso e que desde seu inicio manteve a fidelidade ao soberanismo galego, segue a ser o BNG; algum dia, e penso já é urgente, teríamos que analisar, para pôr remédio, a escassa representatividade que na direita tem o nacionalismo galego e que vultos da cultura galega ou gentes do comum sejam submissos ao ninguneo e desprezo a que sometem Galiza os partidos centralistas, também de esquerdas, aos que outorgam seu voto; mas no momento atual, e na presente conjuntura, o que importa é Galiza  num Congresso no que os representantes que os partidos centralistas obtenham em Galiza vão falar ou votar em clave das instruções que recebam da  direção do partido centralista de que dependam, não do que seja bom para Galiza, como já temos comprovado a través de quarenta anos de “democracia”.

Polo tanto desde aqui encorajaria a todos os partidos ou grupos de sentimento nacionalista galego ou simplesmente galeguista que reforcem com seu voto a candidatura que apresente o BNG. Há algo mais de um mês leia no diário Ara a Pep Guardiola manifestado que o ofendia que os partidos independentistas catalães não vaiam juntos na luta contra o centralismo; do mesmo jeito eu lamento profundamente que a base politica soberanista de este pais poda concorrer á próxima consulta dividida ou unida a opções claramente espanholistas. Também a todos os galegos, ou vizinhos, de coração galego e que pensam que a dignidade de pais exige votar em clave de pais a representantes que não fiquem sometidos a critérios de fora, para que escolham a papeleta representativa da dignidade e da coerência nacional, a do BNG. Terá o efeito de haver  depositado o único voto útil para Galiza, e para os que votaram noutras eleições a partidos centralistas liberá-los das dúvidas de si devem repetir o mesmo candidato, mudar para outras opções ou abster-se; com toda seguridade votará a candidato que cecais não chegou a votar com anterioridade e, em todo caso, a candidato que nada tive que ver no guinhol montado na legislatura que remata sobre alianças, desconfianças, insônia, oferta e retirada de ministérios, posturas numantinas fronte a qualquer proposta de diálogo,, baile da tanto esquecida yenca, com o esquerda, esquerda, direita nas ofertas de pactos; vai votar um candidato cuia única dependência é da nação galega.

Nos tempos em que andamos de demonização do nacionalismo resulta conveniente demostrar a pacífica militância ideológica, nesta oportunidade enchendo as urnas de papeletas galegas.

Votemos em galego. Votemos por Galiza.