…com a impagavel colaboração dos “nossos”; mais bem “os deles”. O aborrecimento que para com nossa lingua mostram os monolingüistas espanhois em geral transmitido a patufos desleigados e diminuidos do país que não querem escoitar falar nem no seu nem do seu idioma, evidenciase no momento no que estimam ter poder.

Hoje que pretendem descabezada a soberanía catalana volvem com o incesante e recorrente tema do idioma, ao que seguirá o da historia. Importa pouco para mentes estreitas ou acomplexadas o futuro de um idioma, se não é o dele; importa pouco a riqueza cultural que supõe uma lingua, formada durante séculos no evoluir de um povo; importa pouco que essa lingua, falada por muita ou pouca gente, serve para entenderse as pessoas que integram um grupo social ou nacional; fala na que namoram, discutem, se comunicam, alouminham a seus filhos, transmitem sentimentos, louvam a seus deuses, laianse de seus fracasos, cantam e berram; só que seja a sua; lingua que igualmente maltratam com estupideces de falso feminismo ou por analfabetismo mental e real; mas essa, a sua, será a única importante.

Hoje que pretendem descabezada a soberanía catalana volvem com o incesante e recorrente tema do idioma, ao que seguirá o da historia

 

Infelizmente por uma banda ficam os acomplexados que consideram como lingua útil e socialmente apreciada a lingua do Imperio; neste caso o Imperio espanhol que levou o idioma a terras bem remotas; mas sem apercibirse de que uma outra lingua, a nossa lingua, o galego-portugués foi lingua do Imperio, de outro Imperio, o portugués que resistiu e se mantivo bem mais anos que o espanhol, ainda inteligentemente baixo o régimen político de República rejeitando caducos e antidemocráticos regímenes monárquicos. Por outra banda os que, chamandose constitucionalistas e, falsamente, demócratas, som herdeiros mentais do franquismo com sua aversão as linguas que não foram a castelhana.

Agora aparecem os demócratas de C’s rebaixando a língua a mero apéndice, mais o menos adubado na eleição do funcionario que nos atenda; as nossas linguas, que som cooficiais nos seus respectivos territorios nacionais, querem velas rebaixadas a simple mérito por conhezelas os funcionarios. Se som linguas cooficiais haverá que igualalas e se prefirem facelo por abaixo teram que admitir que tampouco me poderam exigir o conhezimento do castelhano nos meus tratos com a Adminstração.

Não, sres. do C’s, eu não quero só ser atendido em galego; pretendo e exijo ser entendido em galego.

Agora aparecem os demócratas de C’s rebaixando a língua a mero apéndice

 

O triste é pensar que a proposta vai ter seguidores neste que foi Reino chamado Galiza e que agora, polo momento sem éxito, pretendemos que se converta em República do mesmo e histórico nome. E não pensedes se o C’s aquí tem pouca implantação, chega com os governos do PP, tambem herdeiro do franquismo, para atender a proposta porque, em definitiva, ja está a ser aplicada pola Xunta.

Nem dignidade nem sentimentos nem respeito para com a língua, que desde que governa o PP fica a perder falantes porque foi virtualmente erradicada do ensino e porque o que se favorece é a escrita e o trato em castelhano na Administração pública, nos Xulgados, nos Colégios, etc. A postura claramente hostil do governo galego do PP co nosso idioma colide com atitudes de outras comunidades com lingua propia que incrementam número de falantes, incluso no Pais Basco, com a dificuldade de aprendizagem da sua lingua. Aquí não só desprezam o idioma, senão que tambem retrucam no desprezo.

A postura claramente hostil do governo galego do PP co nosso idioma colide com atitudes de outras comunidades com lingua propia que incrementam número de falantes

 

A mesma hostilidade com que trata a lingua trata o que foi importante riqueza para este país, o agro e o mar. Mentras, por exemplo, Irlanda e Islandia ganham em habitantes, nós, com umas posibilidades económicas muito similares, esmorecemos na perspectiva da desaparição.

Mostremos nosso rejeitamento á proposta do C’s sobre a lingua e mostrémonos firmes em que queremos que nos entendam e tambem nos atendam nas diversas Administrações públicas no idioma proprio de Galiza.