O dia das Letras Galegas parabeniza a escrita em galego; mas não é de “letras” quando o ente promotor do evento exclui varias letras do seu sistema de escrita, sendo igualmente letras galegas, de uso comum antes da sua exclusão. Uma letra é um signo gráfico de um sistema de escrita. A criação das letras permitiu a representação escrita da palavra, que circula-se a informação alem da comunicação direta e pessoal  e que tivéssemos noticia dos feitos ocorridos em tempos remotos por médio de informadores que conheceram pessoalmente ou na mesma época os feitos históricos que nos relatam, dos que deixaram testemunho. Pois cada letra constitui o signo gráfico do sistema de escritura de uma língua e  agrupam-se ordenadamente nos chamados alfabetos. Ainda que há investigadores que acreditam na hipótese da existência de uma língua remota comum também sustentem que todos os alfabetos tenham suas origens no sistema de escritura proto-canita, alo polo ano 2.000 a.C. ou, segundo outros, na Mesopotâmia 4.000 anos a.C., povo dos Sumérios que criou a escrita cuneiforme; época importante esta do Neolítico que também alumiou 3.500 anos a.C. a roda. Curioso, a letra impressa, médio de comunicação de ideias, é incluso anterior á roda, médio de transporte ou translação de cousas.

Há anos que resulta um agravio comparativo o que se elixe comparado com a exclusão de dom Ricardo, pois resulta muito difícil que existam vultos que resistam a comparação

As letras representam um fonema, um sonido; seis mil anos de vida, de evoluir dão tempo para que cristalizem, em cada sistema linguístico, as letras mais adequadas e necessárias; amputar uma palavra  no sistema significa que o  fonema ou sonido fica sem ou deficientemente reproduzido na escrita.      Muitas são as línguas faladas no mundo (disse que entre três e sete mil) e realmente uma língua, um idioma, é o médio de relacionar-se entre os utentes do mesmo idioma e ainda que sejam entidades vivas sujeitas a evoluir, deveria,  como veículo de comunicação e informação ser totalmente neutro seu uso  dentro do grupo humano ao que pertence, sem asobalhamento de outros grupos idiomáticos; respeitando sua representação gráfica, porem o futuro de muitas línguas fica choido bem por despareço do grupo que a fala (mágoa, mas tem seu sentido) ou polo avassalamento de outra língua dominante mediante a pressão social (países imperialistas); augurasse a desaparição de perto de um 50% das línguas vivas atuais para finais do século XXI.

A língua é o principal sino de identidade de um pais, polo que o país dominante ou colonizador trata de que se perda para assimilar totalmente ao pais colonizado ou submetido. Que vos vou dizer de esta situação que a estamos a padecer na Galiza não só com a pressão social que também e muito especificamente com a pressão política dos que nos governam, desatinadamente elegidos por maioria dos próprio galegos; basta com botar uma olhada aos agouros, alvorotos e reclamações de castelhanos, extremeños andaluzes, etc. para comprovar a inquina que tenhem a nosso idioma e como todos os partidos políticos, com mais ou menos aversão, propõem ou procuram a desaparição da nossa língua.

E por se foram poucos os inimigos exteriores e interiores ainda nos quedam os que se chamam amigos e defensores do idioma. Os aiatolás que de espírito galego semelha que só tenhem o do minifúndio, neste caso diria mental

E por se foram poucos os inimigos exteriores e interiores ainda nos quedam os que se chamam amigos e defensores do idioma. Os aiatolás que de espírito galego semelha que só tenhem o do minifúndio, neste caso diria mental, e que ano trás ano volcam seu aborrecimento e seu agravo contra um vulto preeminente da língua e da cultura galegas, um home que plantou cara ao fascismo e sofreu cadea, depuração e abandono, mas nunca cedeu da defensa de Galiza, autor de uma longa contribuição á literatura galega e especialmente a monumental “Historia da Literatura galega contemporânea”, a obra mais importante e fundamental da historiografia da literatura em língua galega. Carvalho Calero é autor de uma obra fundamental na literatura galega, desde teatro, poesia, ensaio e narrativa, com uma novela que também define um antes e um depois na narrativa galega, Scorpio. E sempre, ano trás ano, os talibãs da Real Academia Galega negam dedicar-lhe um ano das Letras Galegas. Bem certo que cada ano é um ano a Ricardo Carvalho Calero, pois recorrentemente aparece nominado, mas também recorrentemente rejeitado por maioria dos acadêmicos.

Seu pecado são as letras galegas expulsas do dicionário galego. As J, Ç, dígrafos NH, LH, a parcialmente expulsa G, o tilde e seu razoabilíssimo posicionamento com o reintegracionismo, tanto por reintegrarmos no galego-português, no mundo que nos é próprio, o da lusofonia, como por ser o porvir do nosso idioma como pólas múltiplas vantagens que supõe o relacionarmos com normalidade com todo o mundo cultural, econômico e social da lusofonia. Da ortografia dizia Rosália de Castro no prólogo a Cantares Gallegos que “sem gramática nem regras de nenhuma clãs... puxen o maior coidado em reproducir o verdadeiro espiritu do nosso pobo”, e já vemos o êxito... como para impedir as manifestações culturais por um “quítame esa jota”.. Há anos que resulta um agravio comparativo o que se elixe comparado com a exclusão de dom Ricardo, pois resulta muito difícil que existam vultos que resistam a comparação. Não é o caso este ano, pois o nominado, Anton Fraguas, pola sua obra e pola sua dignidade nacional merece que se lhe dedique um dia das Letras Galegas (já gostaria de fosse de todas as letras, incluso as deportadas), algo demais se demorou o agasalho, mas Fraguas faleceu nove anos mais tarde que Carvalho, polo que cronologicamente deveria ter recebido com anterioridade o reconhecimento. As votações neste ano na RAG forem de 16 votos para Fraguas e, como case sempre, 8 para Carvalho.

Outro Dia das Letras Galegas sem Carvalho Calero, mas outro ano mais revindicando a Carvalho Calero. Não critico a eleição de Antón Fraguas,  Critico a vileza dos que ano trás ano rejeitam a Carvalho Calero.

E que com seu remorso o comam.