Indignação sentim quando na edição do dia 17 de maio, Letras Galegas, leí, só o encabezado porque temim trousar, um artigo escrito polo Presidente da Xunta, que intitulava mais ou menos que o galego era um idioma de amor. Não pudem por menos que lembrar aquela vinheta do Carrabouxo na que Nuñez Feijoo dicia que ele ao galego ja lhe aplicava o acordo de “Don Ostia”. Não se pode considerar nem cinismo, é algo muito pior, é tomarnos por parvos, é ciscarse em nós, nos que realmente sentimos uma relação de amor com nossa lingua, é insultarnos públicamente rindo por dentro de que nem contestaremos ao insulto, é considerar que ja se encarga de reducir o ámbito de galegofalantes para que os insultados sejamos cada vez menos. O maior censor que tivo o galego em tempos de esta democracia define como idioma do amor o idioma que ele desprecia, que ele ataca, o idioma no que estou seguro não lhe falará nem á sua companheira nem a seu filho, o idioma que só encomia para agachar seu resentimento.

Indignação ver como no seguinte dia da macromanifestação a favor dun uso normalizado da lingua, macromanifestação esta sim de amor á lingua, o mesmo jornal no que se publicara o artigo de Nuñez Feijoo, o Faro de Vigo, não aparecia nemguma referencia aos milheiros de galegos que ateigamos a Praza da Quintana coreando “em Galiza em galego”, aos nenos e moços que juraron amor á sua lingua. O Faro, como La Región e outros jornais publicados na Galiza, não galegos (com a soa excepção, curiosamente, de La Voz), furtarom a seus leitores uma noticia protagonizada por perto de vinte mil galegos com o argumento único da nossa identidade como povo. Mentras tanto todas as publicações dão conta do acto elitista e restrito da RAG em Pontevedra.

Como se nos mostra de imprescindivel a existencia de um Diario Galego!

O alburgueiro, como o identificou Ana Pontón no Parlamento, carece totalmente de límites na mentira e ainda mais no cinismo de que alardea (referido a um pessoeiro argentino definia Sábato que “es un cínico que no cree en nada, ni en el pueblo ni en el peronismo siquiera”, aplíquese como se considere mais adequado). Agora resulta que o galego para ele é uma lingua de amor, do mesmo jeito que defende como modélica sua actuação na desfeita das Caixas de Aforros e no aforro dos galego, aos que se nos roubou, com a indispensavel intervenção do Sr. Núñez Feijoo o patrimonio conseguido a través do aforro depositado durante muitas gerações e obtido do esforzo de gentes que trabalharom arreo neste país e na emigração. Presume do seu posicionamento para liquidar as Caixas e justifica-se com supostos informes e auditorias que nem mostra nem existem ou que incluso forom negadas pola mesma empresa a quem supostamente se encarregou. Do mesmo jeito que justifica a supresão das galegoescolas para transformalas num produto desvirtuado ou a supressão do Decreto do Ensino, prescindir da obligatoriedade de conhezer o galego para os que ocupem postos na Administração em Galiza, desmantelar toda a incipiente estructura que se ia montando para normalizar socialmente o uso do galego, etc.; tal vez como autoodio de neno de Os Peares e para favorecer os intereses de quem pensaba receber importantes apoios, os de Galicia Bilingüe (igualmente cínicos ao aparentar promover o bilingüismo no seu equívoco nome, agachando um rejeitamente total ao galego).

O alburgueiro, como o identificou Ana Pontón no Parlamento, carece totalmente de límites na mentira e ainda mais no cinismo de que alardea

 

Mas, públicamente, aparenta afecto á lingua e vontade de proteger a economía do país.

Sinto nojo de pensar que uma importante maioria de cidadãos da nação galega puderom elegir como presidente a alguém que minte e engana em algo da importancia do sinal identitario galego e da sua economía. Minte e engana, e despreza.

Assim nos vai. Sem formação e sem informação verídica podem moverse vontades. Precisamos um medio de informação, galego e desde Galiza, que nos permita opinar e tomar decissões livre e suficientemente ilustrado do que é bom para o país e do que é bom para o cidadão.

Quinta do Limoeiro maio do 2018.