Acumúlansenos  as noticias negativas de tal jeito que já não sabemos a que atender nem sobre que opinar. O desprestigio da Justiça espanhola no sentir popular adquire dimensões que exigem  tomar medidas urgentes de cara a todos os processos mais ou menos mediáticos em curso, mas também em todo o âmbito da Administração de justiça pois resulta polo menos ridículo assistir ás greves, tão denigradas e ridicularizadas em tempos passados como próprias de gentes de pouco relevo social, de juízes e fiscais que rebaixa o  concepto de autóritas de que geralmente alardeiam e acatamento que ainda conservam sobre a gente do  comum. É preciso regenerar a classe política do reino, incluída a anómala espécie real, dando exemplo e recuperando todo o dinheiro apropriado, distraído ou descoberto que daria um respiro á malparada economia do Estado para propiciar a recuperação por parte da cidadania dos níveis de vida e direitos sociais dos que fomos espoliados por políticas incompetentes e criminosas. É preciso erradicar no povo o dogmatismo dos que se sentem em pose da verdade absoluta e do cainismo para com os que discrepam, criado polos próprios políticos como argumentos das suas ideias  criminalizando a liberdade de pensar e o sentimento de solidariedade entre as pessoas.

Traslada-se ao sentimento popular a censura contra os que, com todo direito, defendem sua liberdade e o direito das suas nações para reclamar soberania sobre o seu respeitando o dos outros povos. A irracionalidade chega ao extremo de que numa importante parte do Estado espanhol, de esta anacrónica monarquia, transite o ódio contra Catalunya, fazendo boicote a seus produtos e exprimindo conceptos desquiciados contra suas gentes mentras mantenhem a ultranza o imperioso direito e exigência, para eles, de que continue formando parte integrante do Reino; no subconsciente instalado o sentimento imperialista da joseantoniana  unidad de destino em lo universal. Se são odiosos que os deixem marchar. Nem Catalunya, nem muito menos Galiza, tiverom nunca uma unidade de destino nem no universal nem no particular; a unidade, o submetimento, de Galiza tem sua origem na anexiom polos chamados Reis Católicos (racistas e xenófobos), mas até então, e quando a Hispana não existia ou ficava relegada ao térreo invadido polos árabes, Galiza, como unidade, existia desde tempos de Roma.

Nem Catalunya, nem muito menos Galiza, tiverom nunca uma unidade de destino nem no universal nem no particular

 

A irrupção como força autónoma, sem rubores nem dissimulos (antes agachada no maremagnum do PP), da extrema direita é uma muito má noticia para todos os que defendemos a liberdade, para todos os democratas que propugnamos os direitos como pessoas e como povos para sua liberdade. Os resultados em Andalucia não auguram nada bom, os fascismos que invadem a União Europeia instalarom-se sem dissimulo neste ridículo reino.

Unificamo-nos estupidamente com outros países integrantes da EU no descaro de mostrar o fundo de armário fascista que se manteve sempre presente durante estes 40 anos de monarquia misturado com uma direita aparentemente democrata. Não unificamos nosso Direito nem a atuação dos tribunais de justiça, que divergem nidiamente da justiça de EU e do aggiornamento que do evoluir da sociedade se fai polos próprio juízes. Por isso o conceito que do Reino da Espanha impera no estrangeiro é bastante negativo. Tal vez os temores de sentenças injustas não eram percebidos no estrangeiro, mas agora —tanto com todas as sentenças sobre violações, como sobre as incoerências de magistrados do TS e do próprio TS., insegurança jurídica, etc— esses temores transcenderom fronteiras.

Bom, inicialmente pensava em falar da Constituição espanhola. Uma Constituição que rejeitamos de inicio polas graves carências que mostrava. Chegado aqui não vou deter-me numa analise polo miúdo, só que nem aparece a possibilidade dos direitos de autodeterminação das nações que integram o Estado nem se nos reconhezem nossos direitos nacionais, soberanos, culturais e de idioma. O emprego do idioma aparece como subsidiário do castelhano e sem que nem eles nem muitos dos nossos apreciem que tão idioma do Império foi aquele como o nosso (em qualquer caso seria o nosso) e até épocas mais próximas.

Os fascismos que invadem a União Europeia instalarom-se sem dissimulo neste ridículo reino

 

Sentimos o desprezo do carpetovetónico espanholito com nossa cultura, língua e costumes, desprezo que leva á própria Constituição aprovada baixo o temor militar mas com autêntico alvoroço da Espanha uNa. Não votei não  a esta Constituição por falta de convencimento democrático senão para que meu voto não fosse incoerente com meu sentimento nacionalista ou alguém pudesse, a estas alturas, imputar-me conformidade com o texto constitucional. Não votei a Constituição e nunca a prometi nem jurei. Polo tanto o 6 de dezembro nada que agradecer nem nada que celebrar, muito que recriminar. Estes espanhóis tenhem umas efemérides e celebrações irritantes, ponho por exemplo o 6 de dezembro, aniversário do repúdio da diversidade nacional dentro do Estado ou o 12 de outubro em que celebram alegremente o início do sometemento e esclavitude dos povos indígenas de América. Datas para chorar .E neste ano, em concreto, coincidência com presos políticos e exiliados políticos com político em greve de fome, com o destape da ultradireita fascista, antes agachada no PP,  organismos internacionais recriminando e denunciando a privação de liberdade de políticos soberanistas, mentras em Alemanha buscam infiltrados fascistas dentro do exército.

Estarei com o BNG no acto de rejeitamento.

Quinta do Limoeiro, dezembro de 2019.

 



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