Onte (1) quem ficou assombrado fum eu quando olhei na televissão as declarações de Nuñez Feijoo respecto recusar competir pola presidencia do PP.

Varias vozes neste diario dixital, e a propia oposição parlamentar, se manifestaron sobre os motivos que puderom levar a Feijoo a descolgarse da competição. Não vou entrar nos motivos porque, penso, forom abundante e apropiadamente analisados.  Algum deles incluso valorado na imprensa “nacional española” como amortizado, concretamente o da fotografía e sua amizade com o narco Dorado, ao cabo dentro de uma tradição amical e de favores mutuos dos seus predecesores do PP da presidencia da Xunta.

Realmente o que me causou pasmo e estupefacção forom suas manifestações, os argumento empregados, as afirmações de responsabilidade e compromiso. Num difícil exercicio de neutralidade quisem pensar se o Sr. Feijoo haveria sufrido um ataque súbito de parvoice, pois parvo não é, mais bem passa-se de listo. Que desbordante de emoção fora capaz de dizer que “soy el presidente de Galicia porque mi único pacto ha sido con los gallegos”, que “yo, sin haber completado ese compromiso (quatro anos ao fronte da Xunta) no puedo fallar a los gallegos porque sería también además fallarme a mi mismo” (plaf, plaf, plaf, aplausos múltiples de seus corifeos), que ser presidente da Xunta é a meirande das suas ambições políticas…, vamos, pouco menos que não nos pode deixar no abandono e que ele seguirá luitando a prol do benestar de este país cumplindo a missão (divina?) que asumiu.

O que me causou pasmo e estupefacção forom suas manifestações, os argumento empregados, as afirmações de responsabilidade e compromiso

 

Trae-me sem cuidado o “fogo amigo” ou a existencia de dossieres com noticias de um pasado obscuro que ao parecer poderia ser peza de desequilibrio na luita fratricida do PP, mas que para nada influiu em que uma maioria de galegos entregasem seu apoio para ser governados por pessoa dubidosa. Se não houvo nenguma protesta respecto do pasado nazi de Gerardo F. Albor nem da sua connivencia com gentes do narcotráfico, tampouco sobre a amizade de Fraga com estes mesmos individuos, por que ia haver problema em que Nuñez Feijoo tivese amizade e disfrutase de horas de ocio com Dorado utilizando seu barco, obtido parece ser que em aventuras económicos estralegais, ou amparando a Crespo, ja imerso na corrupção?.O que realmente me sorpreende (se é que na política galega pode ainda surpreenderme algo) é que o que pode ser censuravel para ser presidente do PP não o seja para ser presidente da Xunta e para que o proprio PP o apresente para ese cargo.

Bem certo é que lanzou outra mensagem: “yo voy a seguir trabajando por el PP desde el PP de Galicia y voy a seguir defendiendo los intereses generales de Galicia, que son los de España, como presidente de la Xunta y como representante ordinario del Estado”. Não, Sr. Feijoo, os intereses de Galiza colisionam em muitas ocasiões com os da oligarquía que governa no Estado; e vosté segue na defesa dos intereses da que chama España, sumisamente, sem discernir se podem ser bons ou maus para os intereses dos galegos e duma nação, a mais antiga de península ibérica, chamada Galiza, que foi esquilmada, sometida, colonizada e rapinada sempre polo poder central. Já a mais evidente mostra é que Vs. desprecia o idioma de este povo e lanza aos aires, porem entre seus adictos galegos, a sua mensagem em castelhano. Sr. Feijoo, sinta-se orgulhoso de ser o presidente de uma nação que tem fala propia e utilice a sua fala a cotio e especialmente em actos oficiais, procure que os nossos nenos se podam exprimir na sua fala, que sintam a comodidade e tambem o orgulho de comunicarse em todos os ambentes em galego, que estudem sua lingua para expresar-se nela com correcção, com a dignidade que merece qualquera lingua, retorne o galego á escola como lingua veícular e de uso normalizado, requira o conhezimento do galego para o desempenho da postos de funcionario em Galiza, encoraje a seus advogados para que redijam suas demandas e demais escritos em galego, potencie a publicidade e etiquetado em galego, confabulese para ter uns medios de comunicação fiaveis, sem ataduras e galegos.

Não, Sr. Feijoo, os intereses de Galiza colisionam em muitas ocasiões com os da oligarquía que governa no Estado

 

Muito teria que pedir-lhe Sr. Feijoo mas compreendo que sería tempo perdido. Vs falhounos aos galegos e falhoulhe a Galiza. Foi um colonizado que saiu de Os Peares com ansia de desprenderse de todo o que significava de escaso horizonte físico, social e económico; tenho que reconhezer-lhe que provavelmente ninguem lhe regalou nada e que adquiriu conhezimentos e lutou por melhorar sua condição. Descubro-me, ainda que o certo é que trabalhou para seu próprio, nunca  em beneficio dos demais e muito menos de Galiza. Foi sumiso com o poder económico e político, arruinou com sua política as Caixas de Aforros (especialmente Caixa Vigo) e com elas a perda de muitos milhões de euros para os galegos, para sua cultura e para poder sacar adiante este país gestionando desde aquí nossos aforros, maioritariamente obtidos com muito suor, muita renuncia e muitas bágoas; aceptou sempre as negativas do governo central ao nosso desenrolo na pesca, no naval, no rural; deuse a mao com os que pretenden privatizar os montes vizinhais (outro roubo para o povo galego); permitiu que se inzaran de eucaliptos nossos montes para alimentar empresas contaminantes e colonizadoras como ENCE; permite que o seu governo central amigo se burle de nós mantendo a peagem na ponte de Rande.

Ainda muito mais. Díga-me Sr. Feijoo, que pacto tem vostede com os galegos?, quando pase todo isto que vai pensar vostede de em que fica sua ambição política? Porque ja havera advertido que pese a ser um sumiso peão vostede continua sendo um negro na corte dos milagros que é o conjunto de dirigentes do PP em Madrid. Lástima, vostede é uma pessoa lista, incluso elegante que da tono nas reuniões e pic-nics políticos, mas sua desgracia é ser negro porque a vostede o consideram negro e os negros só atingem o poder milagrosamente como no caso de Obama. Vostede não tem encaixe no conglomerado clasista que domina seu partido em Madrid; vostede pode ser útil; certamente foi muito útil ejecutando a poítica e economía que convinha aos intereses de aqueles. Mas sempre como peão. Lástima que tanto descaminho, tanto servilismo, tanta docilidade, tanto acatamento, tanta mansedume não foram bastante para que em Madrid decidisem dizer que vosté não era negro. Ja vê que triste é a vida do colonizado.

E não, não é parvoice, é cinismo.

Quinta do limoeiro, junho de 2.018

Nota: (1). Este artigo foi redigido a passada terça feira, o dia após Feijoo fazer o anúncio de não concorrência como candidato ao Congresso do PP estatal.

     

 



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