Senhora Ada Colau, ilustríssima alcaidessa de Barcelona:

Contava você senhora com toda a minha confiança, parecia-me que umha alcaidessa xurdida destes movimentos sociais que se chamam “marés” ia estar sempre ao carom dos mais desprotegidos.

Senhora Ada Colau, ilustríssima alcaidessa de Barcelona:

Contava você senhora com toda a minha confiança, parecia-me que umha alcaidessa xurdida destes movimentos sociais que se chamam “marés” ia estar sempre ao carom dos mais desprotegidos. E por outro lado pensava que esta esquerda nom podia cometer os velhos erros da classe política que a precedia. Bom, pois nem umha cousa nem a outra: a montanha pariu um rato.

"Qual é a mensagem que está a enviar aos cidadáns. Que nom fagam nenhum esforço? Que nom se incomodem em aprender o catalám?"

Há uns dirigentes na Catalunha que todos nós identifica-mos com rapidez e que sempre quigerom relegar o catalám a língua B, tentando que desaparecesse das instituiçons, do ensino, dos meios, etc. Essa é a atitude que representou quando diante dum auditório de trezentas pessoas alegou “Me paso al castellano porque me dicen que hay personas que tienen problemas con el catalán. No tengo ningún problema...” Pois há um problema, sim. Mas nom é um problema da gente que a estava a escutar, o problema é você, que representa umha instituiçom catalá “L'Ajuntament de Barcelona” e nom defende o uso da língua do país. Repetendo velhos preconceitos lingüísticos: como passar-se ao castelám por educaçom, ou praticar um bilinguismo unilateral.

Qual é a mensagem que está a enviar aos cidadáns. Que nom fagam nenhum esforço? Que nom se incomodem em aprender o catalám?

Venho dum ambiente familiar completamente castelhano-falante. Se hoje em dia tenho este vínculo com o catalám é graças a que ninguém, nem professores, nem amigos, pensou que devia “pasarse ao castelhano” para me fazer “um favor”. 

É umha velha falácia defender que direitos sociais nom vam ligados a uma certa sensibilidade, inteligência e compromisso com o país.