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O direito de greve perde a batalha nos protestos do setor dos combustíveis em Portugal

O direito de greve perde a batalha nos protestos do setor dos combustíveis em Portugal

Triunfou a linha dura adotada pelo Governo António Costa e, após sete dias de mobilizações, os trabalhadores que transportam combustíveis em Portugal acabaram por pôr fim à sua greve. Numa entrevista em Expresso, o primeiro ministro do PS chegou a defender que no limite não haja qualquer distinção entre os serviços mínimos e uma situação de total normalidade. Público.Pt, meio próximo ao partido no poder, editorializou esta segunda feira que "a principal vítima de todo este processo foi o direito à greve".
Governo acusa 14 motoristas de cometerem um crime ao não fazerem os serviços mínimos

Governo acusa 14 motoristas de cometerem um crime ao não fazerem os serviços mínimos

Não atender a requisição civil —a obriga de os condutores fazerem os serviços mínimos quando estes não estavam a serem cobertos—poderia vir a envolver penas de prisão para trabalhadores, alertou o Governo de António Costa. Porta-voz da greve; Pedro Pardal Henriques, anunciou que esta quarta feira não se vão cobrir os mínimos em solidariedade com os 14 motoristas que receberam já notificações da administração por não terem satisfeito os requerimentos feitos pelo executivo.
Costa faz uso do Exército para garantir o abastecimento dos combustíveis

Costa faz uso do Exército para garantir o abastecimento dos combustíveis

Uma requisição civil parcial, isto é, a movimentação de efetivos das forças armadas para garantir o transporte do gás, bem como o abastecimento de combustíveis no sul do país e no aeroporto de Lisboa. Essa foi a decisão que adotou esta segunda feira o Governo de António Costa (PS), que alegou dar este passo por pretensos incumprimentos dos serviços mínimos. Sindicatos. Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português vêem danado o direito de greve.